A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) anunciou, na quinta-feira (23), a suspeita de ocorrência de algas potencialmente tóxicas nas bacias dos rios Umbelúzi e Limpopo, no sul de Moçambique, tendo activado um alerta para prevenir possíveis impactos na saúde pública, no abastecimento de água e no ambiente.
Segundo a ARA-Sul, foram identificados indícios da proliferação de algas em alguns pontos das duas bacias hidrográficas, situação que levou a instituição a intensificar a monitoria da qualidade da água e a realizar análises laboratoriais para confirmar se as espécies detectadas representam risco para as populações e para os ecossistemas.
As autoridades explicam que determinadas algas podem produzir toxinas prejudiciais à saúde humana e animal, sobretudo quando presentes em grandes concentrações. Por esse motivo, decorrem trabalhos técnicos para avaliar a dimensão do fenómeno e definir medidas adequadas de prevenção e mitigação.
Enquanto decorrem as investigações, a ARA-Sul recomenda às comunidades residentes nas zonas abrangidas que evitem consumir água de origem duvidosa sem tratamento adequado e que comuniquem imediatamente às autoridades qualquer alteração visível na cor, cheiro ou aspecto da água. A instituição apela igualmente para que a população siga rigorosamente as orientações emitidas pelos serviços competentes.
Especialistas apontam que a proliferação de algas pode estar associada a factores como temperaturas elevadas, excesso de nutrientes na água e redução do caudal dos rios, condições que favorecem o crescimento acelerado destes organismos. A confirmação das causas dependerá, no entanto, dos resultados das análises laboratoriais em curso.
A situação está a ser acompanhada por diferentes entidades responsáveis pela gestão dos recursos hídricos e pela saúde pública, numa acção coordenada que visa proteger as comunidades que dependem das águas das bacias do Umbelúzi e do Limpopo para consumo doméstico, agricultura e outras actividades económicas.
A ARA-Sul garantiu que continuará a monitorar a evolução do fenómeno e que divulgará novos comunicados à medida que os resultados das análises forem conhecidos, permitindo às autoridades adoptar medidas adicionais caso se confirme a presença de algas tóxicas.
Fontes: Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul); Jornal Notícias (23 de Julho de 2026); TV Miramar (23 de Julho de 2026); Carta de Moçambique (23 de Julho de 2026).