A Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR, FP) e a Urbanova Soluções de Urbanização estabeleceram, esta sexta-feira (4), durante a Feira Internacional de Maputo (FACIM), uma parceria estratégica destinada a identificar, planear, ordenar, estruturar, valorizar e promover áreas com potencial para o desenvolvimento de investimentos turísticos, imobiliários e económicos em Moçambique.
O Memorando de Entendimento assinado pelo Presidente do Conselho de Administração da ANDITUR, Hélder Jauana, e pelo administrador da Urbanova, Chakyl Camal, pretende transformar áreas actualmente identificadas pelo seu potencial turístico e económico em territórios estruturados e oportunidades concretas de investimento, preparadas para serem apresentadas a investidores nacionais e estrangeiros, fundos de investimento, instituições financeiras, operadores turísticos e outros parceiros estratégicos.
Trata-se de uma cooperação que abrangerá uma cadeia que vai desde a identificação e caracterização das áreas de interesse turístico até à preparação de projectos e à sua promoção junto do mercado de investimento. Entre as áreas previstas estão a realização de inventários e avaliações do potencial turístico, económico e imobiliário dos territórios, a definição de vocações e usos do solo, a elaboração e estruturação de instrumentos de planeamento territorial e urbanístico, bem como a preparação de ‘masterplans’, planos de urbanização, planos de pormenor, planos de desenvolvimento turístico e outros instrumentos aplicáveis.
A parceria prevê igualmente a estruturação e valorização de Zonas de Interesse Turístico e de outras áreas com vocação para o desenvolvimento económico, incluindo a definição de modelos territoriais, urbanísticos, económicos e funcionais, a identificação de projectos-âncora, áreas prioritárias de desenvolvimento, necessidades de infra-estruturas e equipamentos e a criação de uma carteira organizada de oportunidades de investimento.
No domínio dos projectos, a cooperação poderá abranger resorts, hotéis, lodges, condomínios turísticos, empreendimentos residenciais, centros de convenções, marinas, equipamentos de lazer, comércio, serviços, projectos de segunda habitação e outros empreendimentos de uso misto integrados na cadeia de valor do turismo. O acordo contempla ainda a estruturação de projectos imobiliários associados às áreas turísticas, incluindo conceitos urbanísticos e arquitectónicos, programas funcionais, modelos de ocupação, fases de desenvolvimento, estimativas de investimento e potenciais modelos de exploração.
De acordo com Hélder Jauna, Moçambique tem áreas com condições excepcionais para o turismo que continuam por estruturar. “Esta parceria permite apresentá-las ao mercado com planeamento, desenho e sustentação económica”, afirmou.
Já Chakyl Camal entende que um investidor decide sobre um plano e um modelo de ocupação, neste sentido, “a nossa função é levar as áreas identificadas pela ANDITUR até esse nível de preparação”.
Uma componente considerada central neste memorando é a preparação económico-financeira dos projectos. As partes poderão trabalhar na realização de estudos de mercado e de viabilidade, projecções de receitas e custos, modelos de negócio, estruturas de financiamento, análise do retorno do investimento e identificação de mecanismos de mobilização de capital, criando condições para que os projectos possam avançar de uma ideia ou área com potencial para uma oportunidade de investimento devidamente estruturada.
Importa frisar que este acordo cria também a possibilidade de constituição de uma carteira de projectos turísticos, imobiliários e de desenvolvimento territorial, organizada de acordo com o nível de maturidade, potencial de investimento e grau de preparação de cada oportunidade. A intenção, neste sentido, é permitir que os projectos sejam apresentados ao mercado de forma estruturada, facilitando a aproximação entre oportunidades existentes no território e potenciais fontes de capital.