O distrito de Zavala, na província de Inhambane, prepara-se para acolher, de 27 a 29 de Agosto, a 30.ª edição do M’saho – Festival da Timbila, evento que este ano regressa ao formato tradicional de três dias.
A edição histórica pretende reforçar a valorização da Timbila como símbolo da identidade cultural moçambicana e proporcionar uma programação mais diversificada, envolvendo timbileiros, artistas, comunidades, investigadores e visitantes.
O anúncio oficial da realização da 30.ª edição foi feito no dia 9 de Julho, numa cerimónia que contou com a participação do Governador da Província de Inhambane, Francisco Pagula, que destacou a importância do aniversário do festival como um momento para renovar o compromisso com a preservação deste património cultural.
Segundo Pagula, a celebração das três décadas do M’saho representa uma oportunidade para reforçar a importância da Timbila como património cultural e como elemento de orgulho para o distrito de Zavala, a província de Inhambane e o país.
Depois de várias edições realizadas num único dia, a organização decidiu recuperar o formato de três dias, respondendo também às solicitações das comunidades e dos grupos culturais. A mudança pretende permitir uma participação mais ampla e proporcionar uma experiência mais rica e inclusiva aos diferentes públicos que acompanham o festival.
Nos dias 27 e 28 de Agosto, o Centro de Interpretação da Timbila será palco de diversas actividades, incluindo workshops sobre a construção de timbilas, música e dança, debates sobre os desafios relacionados com a preservação deste património e momentos de intercâmbio entre mestres timbileiros, investigadores, estudantes, turistas e membros das comunidades locais.
A programação inclui igualmente ensaios destinados à selecção dos melhores timbileiros e um espectáculo de música ligeira, com a participação de artistas nacionais, ampliando a dimensão cultural e artística da celebração.
O regresso ao formato tradicional acontece num momento em que o festival procura consolidar o seu papel na promoção da cultura moçambicana e na dinamização da economia local. Para o Governador de Inhambane, o modelo de gestão partilhada dos festivais culturais, implementado desde 2022, tem apresentado resultados positivos, permitindo uma maior participação do sector privado na organização e sustentabilidade dos eventos.
A 30.ª edição do M’saho - Festival da Timbila pretende, desta forma, celebrar três décadas de valorização de uma tradição que atravessa gerações e que continua a ocupar um lugar de destaque na identidade cultural de Moçambique. Durante três dias, Quissico será transformada num ponto de encontro entre tradição e contemporaneidade, reunindo os sons das timbilas, a dança, as cores e a força de um património que permanece vivo através das suas comunidades.