A Associação Kulemba abriu, no dia 13 de Abril de 2026, as inscrições para a 4ª. edição do Prémio Literário Mia Couto, certame que distingue as melhores obras literárias publicadas anualmente por autores moçambicanos.
As candidaturas para o prémio encerraram no dia 13 de Maio e foram recebidos 63 livros, sendo 34 para a categoria de poesia e 29 para a de conto. As obras foram publicadas por 22 editoras moçambicanas.
Todos os livros já foram submetidos à avaliação do corpo de jurados, que deverá apurar cinco obras finalistas, em cada categoria, até o dia 8 de Setembro, e, 30 dias depois, decidirá sobre o melhor livro em cada um dos dois géneros.
As inscrições decorreram de forma online e foram elegíveis as obras publicadas entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2025, no género de poesia. Para a categoria de conto, foram consideradas as obras lançadas nos últimos dois anos.
O regulamento estabelece critérios rigorosos para garantir a originalidade e a integridade das obras submetidas. Não são aceites colectâneas com vários autores, livros em co-autoria ou obras que contenham partes anteriormente publicadas em formato de livro. “Os concorrentes assumem inteira responsabilidade legal sobre os conteúdos apresentados, incluindo eventuais casos de plágio, publicação não autorizada, calúnia ou falsa autoria. Caso seja comprovado plágio, o prémio será automaticamente anulado”.
Outro aspecto importante das normas prende-se com a imparcialidade do processo de avaliação. O júri é composto por cinco membros designados pela organização, estando impedidos de integrar o painel escritores, editores ou profissionais ligados a editoras com obras a concurso.
Com um regulamento estruturado e critérios exigentes, o Prémio Literário Mia Couto continua a consolidar-se como uma referência no panorama literário nacional, incentivando novas narrativas, promovendo autores moçambicanos e reforçando o papel da literatura como instrumento de reflexão cultural e social.
Desde a sua primeira edição, o Prémio Literário Mia Couto já laureou importantes obras da literatura moçambicana, nomeadamente “No verso da cicatriz”, de Bento Baloi, “Pétalas negras ou a sombra do inanimado”, de Belmiro Mouzinho, “Estórias trazidas pela ventania”, de Adelino Albano Luís, “Névoa na sala”, de Mélio Tinga, e “Instalação do Corpo”, de Léo Cote. Cada um dos vencedores recebeu um valor monetário de 400.000 MZN (quatrocentos mil meticais).
O Prémio Literário Mia Couto é instituído pela Associação Kulemba, em parceria com a Cornelder de Moçambique, e pretende estimular a produção literária de qualidade em Moçambique, distinguindo, anualmente, obras de destaque nas categorias de prosa e poesia.