A Primeira-ministra de Moçambique, Maria Benvinda Levi, inaugurou na última sexta-feira (28), o maior Centro de Dados no país, uma infra-estrutura propriedade do grupo Vodacom Moçambique.
Na ocasião, Levi disse que a criação deste centro complementa as sinergias entre o sector público e privado em prol da promoção do desenvolvimento socioeconómico de Moçambique.
A governante sublinhou ainda que nesta era, cada vez mais digital, os Centros de Dados são fundamentais para as actividades dos sectores público e privado na medida em que possibilitam a centralização e armazenamento com segurança, de volumes massivos de dados. “O nosso país conta, hoje, com 17 Centros de Dados, incluindo este da Vodacom Moçambique que acaba de ser inaugurado”.
“Esta infraestrutura complementa os esforços que vêm sendo desencadeados pelo Governo e pelo sector privado com vista à criação de condições para o aumento e diversificação da capacidade de armazenamento de conteúdos e informações a nível nacional”, enfatizou.
A primeira-ministra avançou também que o Governo “está a aprimorar a regulamentação na área de transformação digital”, para “estabelecer um regime jurídico que responda aos novos desafios que advêm do rápido desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação”.
“Estão em elaboração dispositivos normativos atinentes a segurança cibernética, crimes cibernéticos, protecção de dados, desenvolvimento, contratação, operação de serviços de computação de nuvem, entre outros. Com a elaboração desses instrumentos pretendemos dotar o nosso país de um ecossistema digital cada vez mais robusto, seguro e alinhado com as melhores práticas globais, bem como encorajar os investimentos neste sector que está em franco desenvolvimento”, disse ainda Benvinda Levi.
Por seu turno, o Presidente do Conselho de Administração da Vodacom, Lucas Chachine, disse que o Centro de Dados ora inaugurado é um catalisador de desenvolvimento que se alinha com a visão do governo para uma economia mais digital, conectada e sustentável.
“A digitalização não é uma opção, é uma necessidade, e hoje estamos a dar um passo crucial para garantir que Moçambique esteja na linha da frente dessa transformação”, frisou.
De acordo com Chachine, países que investem em infraestruturas digitais robustas e seguras tornam-se destinos mais competitivos para o investimento, criam oportunidades para os seus cidadãos e garantem um futuro mais sustentável. “O mundo está a migrar para soluções digitais, armazenamento em nuvem e serviços inteligentes. O crescimento de sectores como a banca digital, o comércio electrónico, a saúde conectada e a inteligência artificial exige uma infra-estrutura tecnológica de ponta, e é exactamente isso que este 'data center' representa”, disse.
Lucas Chachine explicou que este centro de dados 'tier 3' – o segundo mais elevado entre quatro níveis de resiliência – “garante que Moçambique possa armazenar e processar os seus próprios dados, com segurança, eficiência e soberania digital”, já que até agora “muitas empresas e instituições têm dependido de centros de dados localizados” no exterior, com “custos elevados, maior latência, menor segurança e menos controlo” da própria informação.
Além do “impacto interno”, Chachine destacou que com esta infra-estrutura Moçambique “torna-se um destino mais actrativo para o investimento estrangeiro”, passando a poder responder a empresas multinacionais e tecnológicas que “procuram países com infra-estruturas de armazenamento e processamento de dados seguras e confiáveis”: “E, agora, Moçambique pode oferecer essa garantia”.